Comecei por perguntas tolas, respostas duras e cruéis foram o que recebi.
Pedi que sentasse e segurei em sua mão. Sentiu medo, logo se pôs a chorar...
Aos poucos fui contando. Contendo a sua dor.
É forte feito aço, só que é mais derretida que manteiga na panela.
Contei tudo, tintim por tintim. Pôs-se a chorar novamente...
Pude sentir a dor em seus olhos.
Pedi que segurasse minha mão, que não chorasse mais e que poderia contar comigo para tudo!
Fez um doce movimento que sim, mas que não iria conseguir parar de chorar.
Não consegui. Chorei junto, sentindo a sua dor.
Foi horrível, mas não pude mais aguentar.
Logo em seguida, mudamos de assunto; assunto que toca bem lá no fundo.
Ficamos por alguns minutos discutindo o assunto que parecia nunca acabar.
Logo se cansa e chora outra vez.
Olho, baixo minha cabeça e me ponho a chorar.
Vai ao banheiro, enxuga o rosto. Vai em direção a geladeira, pega água e volta para sala.
Chorando, levanto minha cabeça e vejo que traz água para mim.
Pede que eu beba. Enxuga meu rosto com as mãos. Me dá um beijo e em sinais diz:
"Eu amor filha!"
Olho, dou um beijo e retorno o sinal:
"Eu amor mãe!"
E segue a caminho do quarto para dormir.
Pego a caneta e o caderno e logo escrevo algo para simbolizar o momento.
E aqui está:
Energia, de mãe para filha.

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