quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

"Achei mesmo que eu iria morrer!!!"


Noite passada tive um sonho com o meu sobrinho.
Não me lembro de muita coisa, mas estava feliz por ter sido ele.
Lembro que no sonho algo acontecia com a minha garganta.
Acordo pela dor que senti. Uma pontada muito forte.
Depois disso, sabia que minha garganta estava inflamada. (Grande novidade!).
Tive medo de que essa dor fosse que nem da última vez:
Um caroço dos dois lados da garganta, muita dor. Nem conseguia deitar.
Sorte a minha ter sido uma leve inflamação.
De noite sinto que meu corpo fica bem mole, bem dolorido.
Já sabia que iria ficar doente... (Grande novidade!).
Não sei dizer o por que, mas meu coração acelerou.
Quando respirava fundo, sentia uma pontada tão forte em meu coração...
Achei que passaria logo. Achei que era pela posição que estava sentada.
Minha irmã ficou do meu lado, me deu um conforto enorme!
Fomos dormir. Assim que deitei, achei que iria morrer!!!
Meu coração estava doendo tanto, mas tanto, tanto...
Minha face não deixava negar a enorme dor que eu sentia.
Minha irmã ficou do meu lado, me deu um conforto enorme!
Quis evitar sua preocupação e disse que a dor já tinha passado.
Mas a dor era tão grande: achei mesmo que eu iria morrer!!!
Escondido da minha metade, eu choro de dor. É quase inevitável!
Não achei que iria morrer naquele momento,
mas fiquei com medo do meu corpo
não responder aos chamados da minha metade.
O que ela faria se isso estivesse acontecido?
Bem, eu só sei que eu, Juliana, ficaria sempre ao lado dela.
Assim como ela ficou comigo. Esses anos todos...
Torci muito para que não acontecesse o que eu temia tanto.
Achei mesmo que eu iria morrer!!!
Quando acordei estava tudo bem. A dor tinha passado.
Fechei os olhos e pude sentir o alívio passando pelo meu corpo.
Fiz as tarefas de casa e eu sentia a dor bem de leve.
Meu coração é tão fragilzinho, assim? 
Bom, eu nem sei se essa dor foi mesmo no coração,
mas o que importava mesmo, era eu estar com os olhos abertos.
E o meu corpo respondia todos os meus comandos.
E é claro, minha metade estava ao meu lado.
Como sempre. Todos esses anos...
Sorte a minha! Pelo menos por eu estar viva, hoje!

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

"O rapaz: ele voltou!"

Subtítulo: (Sua rapidez é bem mais cansativa que seu olhar ou qualquer outra perfeição que alguém possa ter).


Imagem meramente ilustrativa.
Novamente: Estava deitada. - Dessa vez não estava chovendo e também não estava muito frio, mas estava dormindo. - Ouvi alguém gritando o meu nome. Fui ver quem era. Por mais que naquele momento eu queria que não fosse quem eu tanto esperava nas últimas semanas; O rapaz: ele voltou!
Minha felicidade de saber que eu poderia ver novamente aquilo que tanto gosto de ver, era muita para um momento tão desagradável. Fui até ele, perguntei a hora e me espantei!, - estava cedo, cedo pra mim, é claro. Estava mal vestida e com a face inchada de sono - conversamos dez minutos no máximo, e ele voltou a fazer a pergunta indelicada que talvez um rapaz com a classe dele não faria, ou talvez fizesse, não sei.
Tentei ao máximo enrolá-lo para não poder responder o que ele não queria ouvir, não naquele momento: "Ah, hoje não. Não é um bom momento... (risos)". Ele poderia morrer ao ouvir aquilo, mas eu sabia que estava fazendo a decisão certa. Eu estava mesmo apaixonada, poderia rir sem motivo e sem saber o por que. Ele deveria saber que minha paixão era pela sua leveza em tudo que fazia, mexia, olhava, dizia ou sentia, mas que sua intenção de vir até aqui era tão triste que não queria mais que ele voltasse. - Pelo menos não pela sua intenção que eu não estava nem um pouco a fim de fazer.
Para não ficar um tanto sem graça com a minha resposta, ele pediu um copo d'água e disse que não iria desistir de mim. (Queria eu que fosse mesmo essa intenção gostosa). Obedeci, peguei a água, ele bebeu e pronto: tentou novamente! (Bastante persistente o rapaz, mas bem delicado mesmo que sua rapidez me chatiasse).
Continuamos a conversar por mais cinco minutos, ele disse que iria embora, mas que amanhã voltaria. (Quero vê-lo, mas arranjarei alguma desculpa para interromper sua vinda aqui).
Triste é saber que hoje quase não pude ver seus olhos, mas sua beleza, sua voz, seu sorriso... (Ar arquejante!). Poderia ter morrido ali. Melhor mesmo é deixar ele ir.
Espero que ele volte mesmo, mas não estarei aqui para atender seus desejos mais persistentes que pude ver algum dia. Adorei reencontrá-lo, mas não sou mais aquela que ele conheceu. E vejo que ele também não.
Volta rapaz, volta mesmo! Mas só em meus pensamentos... por favor!

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

"Desespera-me tudo o que caí como gotas de chuva."

Subtítulo: (Não é o meu maior medo, - não o maior da minha vida - mas eu me desespero com vulgaridade). *


O ano acabou de começar, - sem dúvida, com chuva! - as férias quase estão para acabar e eu ainda não fiz nada, não resolvi nada. Tive muito tempo para me dedicar aos estudos, aos livros, a escrita, aos meus pais, irmãos e sobrinho. Parece que nada fiz. Parece que nada fizeram. Parece que vai ser sempre assim... (Quero tanto concluir minhas metas. Traças malditas!) *Quando eu morrer, (que eu morra de amor) não me queimem, quando eu morrer não me enterrem, pelo menos não no campo-santo, - confesso, confesso mesmo que, esse sim é o meu maior e temido pesadelo; medo de até ouvir ser pronunciado - me joguem no mar, me enterrem no jardim. Não deixem a chuva ou a terra do campo-santo me pegar!
Uma agulha firme e muito forte segura a minha casa. Ela pode cair a qualquer momento, e eu ainda não fiz nada. Não fizeram nada. Mas tentam sempre fazer alguma coisa. Pra mim parece que nada de nada, absolutamente nada, foi feito. - Os fatos contam os fatos. E eu me culpo eternamente, sim.
Minha irmã fica tão longe de mim, e como eu ainda posso estar viva? Diz-me por quê? Meu bebê mora bem no meu nariz, e eu não posso tocá-lo, muito menos cheirá-lo. Minha mãe trabalha o dia todo e eu abuso da sua vontade e coragem. - Nisso eu não sou a única. - Meu pai. Meu pai. Meu pai. O que dizer do meu pai? Meu pai. Só sei dizer isso do meu falso herói. (Família, talvez minha única inspiração para escrever, não só, mas são aqueles que nem sempre dão positivo no DNA. Sorte a minha! Azar o meu, não? Inspiração para ser o certo, o contrário deles, é fato!)
Estou assustada com a minha realidade. Estou aflita pelo futuro, mas não pronuncio o tempo todo: futuro é futuro! Estou feliz com a minha família. Estou feliz com os meus amigos que posso contar em uma só das mãos. Estou feliz com o que tenho. Estou feliz com o que posso e não posso. Estou liberta dos meus imensos e fartos três anos repletos de hipocrisia e de tão pouca compaixão. Estou feliz por ser eu. Mas tenho medo da chuva.
O que descobri de mim mesma é raro e não tenho medo. O que descobri do mundo é fato e tenho medo. Minha casa está se destruindo. Estou farta da chuva, e nem me lembro quando foi a primeira vez deste ano. (Continua chovendo. Está frio. E eu estou escrevendo).
Quero meus pais, meus irmãos, meu sobrinho, o resto da família e meus poucos amigos. Quero Deus! Preciso pensar. Preciso fazer alguma coisa. (Estou cansada de pensar tanto no que escrever. Não é difícil. Mas já posso deletar o que tanto digito? Não vão gostar, e eu sei disso. Preciso parar de me culpar. Preciso parar de me preocupar).
Ah! Eu grito de dor, choro de dor. Meu estômago dói, minha cabeça dói. Preciso de um médico. Mas os meus bebês também precisam? Eu quero cuidar deles, quero estar perto deles.
Quero cantar, quero tocar o pouco e o raro que aprendi com o Meu Anjo. Quero ler, escrever, dançar o que não sei dançar.
É triste? - Não como eu vejo na televisão. - Eu sou feliz. E me contento com isso. Sou feliz e não abro mão do que tenho. Tenho minha família e meus amigos. Me descubro a cada instante, e isso eu domino fácil.
Minha lista é enorme, eu preciso concluir o quanto antes. (A chuva molhou todo o meu papel. Traças malditas!)
Minha casa vai cair e eu serei a firme e forte agulha que sustenta a minha casa, minha família.
Ainda vou ser o Sol e terei A Hora da Estrela. Vereda cheia de sova e penumbra.
(Eu respiro com dificuldade...)

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

"O rapaz: ele vai voltar!"

Subtítulo: (Tenho sede ou fome de sua matéria-prima, não sei exatamente. Espero não me desapegar deste vício). *


Estava deitada em um dia de chuva. Quase dormindo. Estava frio. Ouvi alguém gritando o meu nome. Saí, fui ver quem era. Quase não acreditei. - estava mal vestida, com certeza não era roupa de ver quem batia na porta. - Fazia tempo que não via o rapaz.
É bonito. Um sorriso de tirar o fôlego, mas tinha um detalhe em seu rosto que me chamava mais a atenção.
Fiquei sem falar por alguns instantes: seus olhos me dominavam de um jeito que nem sei explicar. - Confesso que seu olhar era tão notável quanto uma melancia em seu pescoço. - Já havia visto olhos assim: lindos, só pelo fato de me tirar o fôlego. (Soltei um ar tão arquejante!).
É. Raro. Bem raro encontrar em pessoas que vi duas ou três vezes, no máximo. (Fiquei tão apaixonada). O rapaz tinha uma voz grossa, mas bem baixa, doce e agradável. Conversamos por cinco ou dez minutos, - no momento parecia ter percorrido minuciosos segundos, poderia até ter concluído que, para mim estava tudo indo muito bem - quase não prestei atenção no que dizia. Seu sorriso. Seu olhar. Sua voz. Sua beleza. É. Não fui capaz de resistir.
Por mais quase perfeito que fosse sua intenção de vir até aqui, foi à inconveniência de saber do meu namoro. Logo que soube que eu nem sabia direito o que era namorar, se pôs a entrar em uma das minhas listas. Naquele momento eu tinha recusado: "Hoje não, talvez outro dia...". O rapaz, gentilmente doce e delicado, se despediu e disse voltar um dia. Sua intenção era tão forte que acreditei mesmo que ele pudesse voltar. É, mas meu desejo em ver novamente sua matéria-prima mais apreciada por mim, era muito mais forte que sua indelicadeza mansa em certas perguntas.
Voltei a cama, fiquei pensando nele. Não pude voltar a dormir. Dentre alguns instantes, me cansei de lembrar-se do seu olhar. Foi difícil deixar de pensar, mas ele disse que vai voltar. Irei aguardar. (Quero soltar o ar arquejante sempre que ele voltar).

* (Em uma pessoa, seja como for, seu olho ou olhar é umas das fascinações, encanto que outra pessoa pode ter por alguém. Nosso olhar ou pensamento pode, quase sempre ou sempre, ser diferente. O meu, não quero deixar de ter este encanto quando vejo alguém tão belo e rico no olhar. Talvez eu seja rica desta matéria-prima, - o espelho não me deixa revelar - tão boa de olhar).

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

"Sinto que o dia se aproxima..."


É difícil dizer o que me inspira mais nas coisas que gosto de fazer.
As milhares perfeições de um ligamento entre tudo. Difícil explicar.
Esses dias descobri que a dança do corpo junto a alma me fascina.
Descobri também que, certa delicadeza no olhar me desperta.
E o que já tinha descoberto, era a doce e a leveza da música.
É certo que quase nenhum estilo me domina, eu domino.
O que mais me faz pensar neste espetáculo é o som, apenas o som.
E essa liberdade de sorrir e fechar os olhos, cantar mesmo que não saiba absolutamente nada.
O despertar que me deixa fazer e pensar nas coisas que gosto de fazer.
Seria muito fácil deixar tudo isso acontecer por que eu gosto, por que as pessoas gostam.
O por que me incomoda, o por que me fascina. Se e é que esse por que existe.
Tenho medo do arrependimento, mas a facilidade de se arrepender e se culpar é belo e inútil.
Perco-me na escrita. São tantas as coisas que gosto de ler e escrever. Perco-me fácil!
As traças destroem os meus sonhos. Meus sonhos são penumbrantes.
Os dias passam tão rápido e ainda nem decidi o que vou fazer.
Bem, eu ainda nem sei o que escrever. E parece que já escrevi, só não sei o quê.
Seria a hora de abandonar tudo e deixar que a saudade grite aqui dentro?
Hum. Acabo de descobrir que não gosto da saudade. Quase me perco.
São tantas as coisas que me perco fácil. Ajuda, eu peço!
Tenho a sensação de estar com os pés descalços. É. Isso eu gosto e domino fácil.
Logo me canso e jogo tudo para o alto. Tenho quase certeza de que irei me entregar.
Irei pedir aos meus Anjos que não se cansem de mim. Já que cansei rápido demais.
Preciso ler, escrever, cantar, tocar, ouvir, ver e sentir. Sei que ainda falta algo.
Descobri tantas as coisas. Não posso desistir agora. Ou será que posso?
A saudade sabe me dominar. E eu não sei controlá-la.
Mesmo assim, acho que não vai ser necessário. Eu adoro pensar. Adoro descobrir. E evoluir!
Preciso de tempo. E ainda tenho muito tempo. Só espero que não seja tarde demais...