É interessante repensarmos os vários tipos de opiniões que recebemos desde pequenos sobre o perfil do educador perante o aluno, ou seria melhor dizer, o perfil do mestre perante seu discípulo?
Durante toda nossa vida, aprendemos que o educador é um ser inigualável, que tem respostas para tudo, que é a autoridade máxima dentro da sala de aula, que é ele o grande mago do conhecimento. Aprendemos que é importante ouvir o educador para sermos alguém na vida e constituirmos nossa vida social. Só não aprendemos que o educador, além de ser educador, é gente, que lida com gente como a gente, adolescente, para reconstruir a sociedade em proveito de dias melhores. Adolescentes com virtudes e defeitos, emoção não tão fácil de lidar.
O educador tem em suas mãos a oportunidade de mudar, criar, disciplinar e reconstruir a vida de um ser humano. Tem também em suas mãos, o poder de dividir ao meio o conhecimento, transformando um simples ato de educar, num ato de construção de vínculos, para o momento mágico do processo ensino-aprendizagem.
Difícil dizer algo tão fundo como a verdade que um educador transmite ao seu aluno. A verdade repentina e estufada de sabedoria, íntegro de um mestre!
Nós, alunos, crescemos ouvindo; que somos os responsáveis pelo conforto educacional de um educador. Que somos o ensinamento de grandes descobertas de um educador. Que somos nada mais que a verdade exposta em um grande e sábio educador. Libertadoras da verdade que o mundo espera e adquire.
Para alguns aqui presentes, parece que o ano de 2010 foi o ano mais amparado, com mais conhecimentos, amor amigo, arrependimentos, que de alguns anos passados. Nós alunos, nos sentimos honrados em ter e ser ensinado por educadores divinos. Sem sabermos o que fazer com tanta força e dedicação de cada um aqui presente.
Uma pequena palavra dita pode ser um transtorno ou uma tremenda dor de cabeça para quem se cansa ou não está acostumado a ouvir: 6ªsérieB, 7ªsérieB, 8ªsérieB. Era fácil se queixar de um grupo de 30 ou mais alunos. Difícil era desistir de 30 ou mais alunos orgulhosos de saberem ser o que foram. Todos nós sabemos o quanto a 8 sérieB causou uma "má impressão" a todos, mas que no fundo queríamos apenas nos destacar por algum talento não descoberto, ainda.
Realmente, nós da 8ªB, tivemos uma convivência grande, as conversas, brincadeiras, risadas e muitas zueras. Nada que passamos juntos será esquecido.
O reconhecimento de erros cometidos na vida é tão acolhido como o merecimento de um mestre. O professor Adriano nada mais é do que o Grande Professor, o Herói do orgulho exposto a cara dos alunos da 8ªsérieB.
Entre erros e dúvidas, o gesto, a elegância do ser, a palavra, o saber, a autoridade, o reconhecimento e o não desistir foi o ato mais "fantasiado" que ele conseguiu transmitir. Aquele Herói de história em quadrinho aonde os personagens com seus braços elásticos, de certa forma, chegam ao coração, mas, às vezes, não tocam a verdade necessária, assim como um olhar biônico.
Não houve e nem nunca saberemos o motivo de tanto reconhecimento a quem nos livrou ou acalmou conflitos onde jamais achamos ter alguma saída. O mestre, aqui presente, sabe que é tão orgulhoso como seus alunos de oitava série. Certo espelho a quem ensina.
Um dia realizador, de conquistas e rumo à constituição social. Difícil não dizer da dolorosa dor de vermos amigos e mestres partir com um sorriso que demonstra a verdade emocional de ensinar e ser ensinado. O ano está acabando e iremos deixar de nos ver todos os dias, os amigos que aqui conquistamos. O contato será ainda mais raro, um telefonema, um simples recado no Orkut ou diversos, mas poucas, conversas no Messenger para matarmos a saudade um do outro. A saudade faz relembrar momentos bons ou até mesmo ruins que passamos ao lado de pessoas que nos auxiliaram e nos deram um ombro para chorar, quando necessário. Há lágrimas de tristeza e de felicidade, porém novamente iremos chorar ao lado de pessoas onde estiveram sempre com a gente: seja em sala de aula, dando ordens e tendo aquela calma quase impaciente, ou as desordens e a deselegância existente.
Pois bem, o orgulho do professor Adriano deveria ser mesmo a felicidade de ser a autoridade máxima dentro da sala de aula. De fato o Herói de história em quadrinho. O autêntico Herói, que mesmo sem sua capa, salvou diversas vezes seus alunos, sem ao menos perceber, autêntico orgulhoso!
O que mais vivemos em 2010, foi a esperança do sorriso verdadeiro de nossos professores. Pulavam e gritavam desesperadamente para que deixássemos o orgulho e a página anterior ser rasgada, para que então a verdade enfim entrasse e fizéssemos assim, um sorriso verdadeiro, igualzinho ao nosso espelho. Os Heróis da nossa história em quadrinho.
Nós, alunos, acreditamos ser banhados com a graça e divina bondade de alguém ou algo poderoso o bastante para nos enviar educadores repletos de vontade e verdade na alma em nosso caminho.
O ano de 2011 está por vir, iremos recomeçar tudo, desde o zero. Frequentar uma nova escola, conquistar novas amizades, porém, continuarmos sempre firmes e fortes, com a certeza de que um dia nos reencontraremos de beca e diploma nas mãos, numa Universidade aonde iremos nos formar e nos reencontrarmos, novamente, desde o zero.
Chegou o momento de olharmos para trás e vermos que tudo, apesar de tudo, valeu e não valeu a pena. "...Essa é a mais bela responsabilidade da vida e a prova de que as pessoas não se encontram por acaso." (Charles Chaplin). "...E que realmente a vida tem valor e que você tem valor diante da vida!" (William Shakespeare).