quarta-feira, 4 de maio de 2011

"O mundo não me conta nada."


Estamos cercados de perguntas sem respostas. Se bem que a vida faz um pouco mais de sentido com essas tantas perguntas que fazemos do mundo e pro mundo.
O mundo me parece um pouco sombrio quando olho, assim, do alto. O mundo me parece irônico escutando, assim, do alto. O mundo me parece um tanto lento quanto ágil percebendo, assim, do alto. O mundo me parece cheirar mal, assim, do alto e do baixo.
Difícil dizer ao certo o que o mundo parece, desaparece e reaparece, e quase sempre fica invisível a olho nu.
Os fatos contam os fatos. Os atos contam os atos. Os barulhos contam os ruídos. As vozes contam os timbres. O mundo não me conta nada, absolutamente nada. Minto! O mundo me conta o que não sei do mundo. Eu não sei o que se passa do outro lado do mundo. Eu não sei o que se passa ao caminho das pessoas. O mundo não me abre as portas da frente. Eu não enxergo, muito menos entendo o mundo onde vivo.
Corro em busca da pessoa ou do conhecimento correto com a ansiedade e a famosa paciência para me auxiliar em passos lentos e ágeis, também, em entender o mundo onde vivo e talvez vivêssemos juntos.
Não entendendo o mundo e a vida que fazem pessoas ora chorarem de alegria, ora chorarem de tristeza e muitas às vezes chorarem apenas por chorarem. Não entendemos o choro nem tão pouco o mundo da maioria de nossas vidas.
Não entendendo o mundo e a vida que me fazem pensar o quão o mundo e a vida me tiram do foco de viver e apenas viver. Preferia-me querer chorar sem saber o por que das lágrimas densas e realmente tristes ou alegres contínuas e persistentes em meus olhos. Queria eu viver em um mundo de perguntas com respostas. Queria eu viver num mundo de esperança cheio de notas azuis e em falta de intoleráveis palestras morais.
É. Queria eu poder gritar em uma hora onde nem o olhar é capaz de prevalecer e se mover onde quer que seja o lado e o foco persistente ao grito.
O mundo não me conta nada. E acredito eu estar incrivelmente difícil descobrir e enfrentar as coisas tão suavemente.
O poder do grito me falta, mas não ouso em falhar ao grito que corrói minha garganta e ainda posso sentir que também querem gritar. Pois gritem, gritemos alto pro mundo, quem sabe assim, poderemos entender ou fazer com que nos ajudem a vencer essa falha de não entendermos o mundo e a vida, também. "Porque há o direito ao grito, então eu grito." [Clarice Lispector].
Estou farta de ver e não entender o sentido de cada movimento seja o mínimo de suavidade possível existente ao que quiser que seja e esteja.
Por gentileza, faça-me entender o mundo onde vivo!

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