Tempo frio, pés descalços, sem nada poder fazer.
Sozinha, barriga cheia, com frio. E pés descalços.
A dor? Sempre ao meu lado.
Mais uma vez não estava sozinha. Apenas de pés descalços.
Numa manhã calma, até que estava bonito.
Pude notar algo pequeno no céu, livre, desimpedido.
Um ser tão inocente, seguro, talvez... Testando a gravidade.
Tentando reter, mostrar, encaminhar algo.
Que coisa, essa tal gravidade!
Pés descalços. Quis estar ali por alguns instantes. Junto a gravidade.
Mas que coisa, essa tal gravidade!
De 1, apareceram 2,3,4,5... 9 seres pequenos no céu. Testando a gravidade.
Tão pequeno e já querendo essa tal coisa: gravidade!
Pensei logo não ser culpa dela, mas sim, dos seres desimpedidos.
E eu ali, vendo a arte e a beleza de ser livre, seguro e inocente.
Pés descalços. Quis é matar o espírito da gravidade!
Difícil é chegar ao poderoso pensamento de Friedrich Nietzsche.
“.. Não é com ira, mas com riso que se mata. Coragem! Vamos matar o espírito da gravidade!..."
Gravidade? Nem eu sei o que e isso. Que coisa!
Pés descalços, com um frio danado!
Agora, esquece um pouco essa tal gravidade. Que me faz repetir tantas vezes.
Mostre-me apenas a arte e a beleza de voar.
Sem eu poder usar!
Será que Friedrich Nietzsche gostava dessa tal gravidade?
Prefiro os meus pés descalços. É. Acho que ele também.

Eu tive o privilégio de ver essse poema na criação!! È sempre bom ver sues poemas!!
ResponderExcluirPrivilegiado! Obrigada, Renan.
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